| dc.description.abstract | O presente estudo aborda a Síndrome de Burnout como uma relevante doença ocupacional, destacando seu impacto crescente no serviço público federal, especialmente no contexto do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Goiás (TRF1-GO). A pesquisa se justifica pela importância de compreender os fatores institucionais que contribuem para o adoecimento psíquico de servidores públicos, dada a intensificação das cobranças por produtividade, metas desproporcionais e a escassez de recursos humanos. O objetivo central foi analisar os casos de afastamento por Burnout no TRF1-GO, identificando as causas institucionais que favorecem o esgotamento mental e os desafios enfrentados na prevenção e acompanhamento desses servidores. Para isso, adotou-se uma metodologia qualitativa, com base em revisão bibliográfica e documental, além da aplicação de questionário semiestruturado direcionado à administração interna da instituição. Os resultados demonstraram a ausência de dados estatísticos consolidados sobre afastamentos, a inexistência de programas específicos de prevenção, e a fragilidade das ações voltadas ao acolhimento e ao retorno ao trabalho. A comparação com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) evidenciou que o problema é estrutural e afeta amplamente o Judiciário brasileiro, sendo agravado pelas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que impõem metas desconectadas da realidade operacional. Conclui-se que o objetivo foi plenamente alcançado, e que há necessidade urgente de reformulação das práticas de gestão, priorizando políticas institucionais contínuas de promoção à saúde mental, valorização do servidor e prevenção de doenças ocupacionais. | pt_BR |