O principio da insignificância e sua aplicabilidade no Direito Penal Brasileiro
Abstract
O presente trabalho tem como objetivo central explorar
sistematicamente os princípios gerais do direito, com
destaque basilar no princípio da insignificância que vem
ganhando destaque no cenário jurídico penal brasileiro
como causa de excludente de tipicidade dos crimes de
bagatela. A aplicação desse princípio tem como
finalidade a tentativa de dar maior celeridade, economia
processual e a efetiva aplicação das penas que realmente
alcancem os objetivos para o quais as leis são criadas.
Associada ao Princípio da Insignificância há vários
outros princípios, como por exemplo, o da Intervenção
Mínima, onde o Direito Pena deve ser aplicado de forma
subsidiária e tão somente quando se constatar prejuízo
efetivo ao bem tutelado. Ainda não existe no Brasil,
norma regulamentadora do Princípio da Insignificância,
no entanto, a Jurisprudência, em sua maioria, vem se
posicionando pela sua aplicação. O STF e o STJ têm
aplicado esse princípio sopesando quatro requisitos
essenciais, quais sejam: a mínima ofensividade da
conduta; nenhuma periculosidade da conduta; o
reduzidíssimo grau de reprovabilidade da conduta e a
inexpressividade da lesão ou do perigo de lesão causado
ao bem jurídico tutelado. Fato é que sua aplicação
fundamenta-se no critério da razoabilidade e tem o
objetivo de ocupar o Judiciário com situações
consideradas realmente relevantes.