| dc.description.abstract | Este trabalho analisa os impactos da reforma trabalhista de 2017 na representatividade
sindical no Brasil. Ao longo dos últimos sete anos, observou-se um enfraquecimento
significativo das entidades sindicais, ferramentas essenciais na luta pelos direitos dos
trabalhadores. A reforma introduziu mudanças na CLT que afetaram a proteção e os
direitos dos trabalhadores, desequilibrando ainda mais a relação entre empregados e
empregadores. Um dos pontos mais discutidos foi a extinção da contribuição sindical
obrigatória, reduzindo drasticamente a receita das centrais sindicais e limitando sua
capacidade de mobilização e manutenção das estruturas físicas. Isso resultou na
redução do quadro profissional em diversas entidades sindicais em todo o país. A
busca por alternativas de financiamento e estratégias de fortalecimento sindical é
crucial. A retomada da força sindical depende não apenas de mudanças políticas ou
legislativas, mas também da adoção de novas abordagens, como o uso estratégico
das redes sociais, a busca por parcerias e diálogo construtivo entre sindicatos, governo,
empregadores e trabalhadores. A representação sindical por categorias econômicas
surge como uma ferramenta dinâmica para enfrentar os desafios contemporâneos,
permitindo uma compreensão mais profunda das necessidades dos trabalhadores em
diferentes setores. A união da classe trabalhadora e o fortalecimento das organizações
sindicais são essenciais para garantir condições de trabalho dignas e justas em um
cenário socioeconômico em constante transformação. A problematização desse
estudo esteve em torno do estrangulamento do respaldo financeiro sindical, que é visto
como a maior ferramenta de fragilização das entidades sindicais. E como o objetivo
maior desta pesquisa foi demonstrar como essa extinção do imposto sindical afetou
diretamente os sindicatos e sua forma de atuar. A metodologia adotada foi a revisão
bibliográfica, através da leitura de obras jurídicas e artigos científicos. Assim, estudar
as nuances que cercaram e ainda cercam a reforma trabalhista de 2017, se justifica
pela clara relevância social e econômica que essas alterações trouxeram na CLT.
Pode-se concluir que os resultados da reforma ainda são efetivamente questionados,
pois o cenário que era esperado com as alterações na legislação não fora alcançado,
o que potencializou os questionamentos do presente estudo. | pt_BR |