TAXA DE MORTALIDADE DE PACIENTES COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA SUBMETIDOS A PROCEDIMENTOS DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA DE URGÊNCIA
Date
2018-06Author
Lima, Ana Marina Silva
Venâncio, Isabella Mesquita
Souza, Martinely Ribeiro de
Bittar, Nathalia Aidar
Silva, Nathalia Tavares da
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A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é a manifestação mais comum e potencialmente fatal
das doenças cardiovasculares. As técnicas atualmente usadas para reversão do quadro são as
intervenções coronarianas percutâneas (ICP) e cirúrgicas (CRM), que apresentam perfil de
morbimortalidade especifico. O objetivo do estudo é descrever a tendência de mortalidade em
pacientes com SCA submetidos a procedimentos de revascularização miocárdica de urgência
no Brasil. Os dados referentes as internações hospitalares e mortalidade foram obtidos no
banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e categorizados por região brasileira
e ano de procedimento, no período de 2008 a 2016. As taxas de mortalidade foram tabuladas
e analisadas em forma de gráficos com análise de tendência, contendo o coeficiente de
determinação (R2). Foram realizados 473.079 procedimentos de revascularização miocárdica,
sendo 78,2% por ICP e 21,8% por CRM. Houve um aumento no número de procedimentos de
ICP de 98%, embora a mortalidade tenha permanecido estável. Os procedimentos de CRM
também aumentaram 28%, mas a mortalidade diminuiu de 8% para 6%. Observou-se
disparidades entre regiões brasileiras: em 2016, a mortalidade dos pacientes submetidos a ICP
foi menor no Sudeste (3,1%) e maior no Nordeste (5,8%). A região Sudeste também
apresentou a menor taxa de mortalidade por CRM (5,7%), enquanto o Centro-Oeste
apresentou maiores taxas (7,8%). Apesar do aumento no número de procedimentos de
revascularização miocárdica de urgência, a taxa de mortalidade por ICP permaneceu estável e
por CRM diminuiu significativamente, sendo observada grande heterogeneidade de resultados
entre as regiões do país.