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    O DIREITO DE HERANÇA E O ABANDONO AFETIVO INVERSO: Aspectos Psicológicos, Sociais e Sucessórios do Abandono Afetivo na Possibilidade de Deserdação

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    Camila Silva e Thalita Rodrigues.pdf (345.9Kb)
    Date
    2025-06-26
    Author
    SILVA, CAMILA DANIELA PIRES DA
    RODRIGUES, THALITA COSTA
    Metadata
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    Abstract
    O presente artigo abordou o abandono afetivo inverso, caracterizado pela negligência dos filhos em relação ao cuidado dos pais idosos, analisando suas repercussões jurídicas, sociais e emocionais. Diante do crescimento da população idosa no Brasil e da fragilidade das relações familiares contemporâneas, a problemática central que orienta a presente investigação consiste em verificar a recorrente e comprovada omissão afetiva dos filhos em relação aos pais, bem como a admitir a exclusão dos filhos omissos da sucessão. O trabalho teve como objetivo analisar a possibilidade de reconhecimento jurídico do abandono afetivo inverso como causa legítima de deserdação no âmbito do direito civil brasileiro. Entre os objetivos específicos, estudar a eventual inclusão do abandono afetivo inverso nas hipóteses de indignidade previstas em lei. Utilizou-se metodologia qualitativa, de cunho bibliográfico e documental, com análise de doutrina, jurisprudência e projetos de lei em tramitação. Constatouse que, embora não exista previsão expressa sobre o abandono afetivo inverso como causa autônoma de deserdação, é possível interpretá-lo, à luz do artigo 1.962, inciso IV, do Código Civil, como forma de desamparo em casos de alienação mental ou enfermidade grave. A pesquisa concluiu que a responsabilização por abandono afetivo inverso encontra respaldo ético e jurídico, tanto na seara civil quanto sucessória, ressaltando a necessidade de maior atenção legislativa ao tema para promover uma proteção efetiva aos idosos em situação de vulnerabilidade.
    URI
    http://repositorio.aee.edu.br/jspui/handle/aee/23426
    Collections
    • Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC's

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