| dc.description.abstract | Acredita-se que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente
100 milhões de índios no continente; no território brasileiro, esse número chegava
aproximadamente a cinco milhões de nativos, que estavam divididos em tribos, de acordo
com o tronco linguístico ao qual pertenciam: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou
tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia)
(MARCOVICZ; OLIVEIRA, 2010).
Foi no período de chegada dos portugueses e processo de descobrimento do
Brasil, que ocorreu ainda a iniciação do processo de aldeamento, onde Tomé de Souza que era
político português e militar, que veio para o Brasil com a missão de atuar diretamente na
colonização e evangelização dos indígenas, visando o processo de conversão de fé dos povos
indígenas, iniciou o processo de cristianização juntamente com a alfabetização dos indígenas.
Porém, o desenvolvimento mais sólido ocorreu no Governo de Mém de Sá em 1557
(MOURA, 2008).
Moura (2008, p. 53) traz especificação do processo de aldear, o qual significa
―concentrar ou reunir diferentes grupos indígenas em um mesmo local (aldeamento)‖. Estas
aldeias tinham como foco principal a cristianização e a civilização dos indígenas.
Os acontecimentos que abrangem a segunda metade do século XVIII
e início do século XIX provocaram o despovoamento da maioria dos aldeamentos dirigidos
pelos jesuítas, surgiram vários conflitos entre indígenas e colonizadores, principalmente por
parte de indígenas que eram vítimas de violência e do processo de desculturação. | pt_BR |