| dc.description.abstract | A consciência plena de um estilo e de uma missão a cumprir, o prazer em aturdir e subjugar, o amor pela vida em sua posição mais elevada. Aí está o que desconcerta e incomoda em Nietzsche e o que me faz escrever sobre ele. O mesmo domina com virtuosa, os artifícios da sugestão, sabe destacar com vigor, posição e situações fundamentais diante do mundo e das coisas, delinear um retrato do homem e conferir-lhe o esplendor de um ídolo.Este trabalho visa desenvolver o germe do super-homem. Trata-se de uma abrangente reforma que procura dar um senso de propósito a uma existência na terra abandonada pela deidade. Quero mostrar que os interesses de poucos deverão ter proeminência sobre todos os demais. Que a força do espírito sobrepujara a fraqueza, a saúde do espírito sucedera qualquer tibiez; e a guerra dos espíritos substituirá a paz. Como consequência lógica disso, as necessidades dos indivíduos excepcionais terão sempre precedência contra o espírito nivelador estabelecido pela gravitação imposta pela mediocridade de nossa cultura escravista. O mundo do senso comum, dominado pela pasmaceira da vida rotineira deverá dar lugar à audácia, à dança, e à destreza intelectual. A de viver-se perigosamente. | pt_BR |