A MORTE EM PLATÃO
Abstract
A morte é o destino inexorável de todos os seres vivos. No entanto, só o homem tem consciência da própria morte.Ao perceber finito, o homem aguarda com ansiedade o que poderá ocorrer após a morte. A crença na imortalidade, na vida depois da morte, simboliza bem a recusa da própria destruição e o anseio de eternidade.No início da civilização relacionam o aparecimento das primeiras angústias metafísicas do homem ao registro dos sinais de culto aos mortos. A morte apresenta - se desde o início como uma fronteira que não significa apenas o fim da vida, mas o limiar de outra realidade instigante porque ininteligível, além de atemorizadora; o temor diante do desconhecido.A morte daqueles que amamos e a iminência da nossa própria morte estimula a crença a respeito da imortalidade.Através dos tempos, a consciência religiosa tem oferecido um conjunto de convicções que orientam o comportamento humano diante do mistério da morte: que seja pelos rituais de passagem dos primitivos quer seja religiões mais elaboradas, pelos preceitos do viver terreno para garantir melhor destino à alma. Por isso, a angústia da morte tem levado à crença na imortalidade e na aceitação do sobrenatural, do sagrado, do divino.