SOROPREVALÊNCIADE INFECÇÕESTRANSMISSÍVEISEMDOADORESDE SANGUENOHEMOCENTRODEANÁPOLIS-GOIÁS
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Date
2026-06-19Author
Abrão, André Vilela de Jesus
Barra, Carolyne Dias
Lopes, Henrique de Freitas
Carvalho, Maria Clara Batista Hipólito de
Almeida, Mellk David Oliveira
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A doação de sangue desempenha papel essencial na manutenção da assistência hemoterápica
e na segurança transfusional. O presente estudo teve como objetivo analisar a frequência de
reatividade sorológica para infecções transmissíveis em doadores de sangue atendidos no
Hemocentro de Anápolis-GO, no período de 2019 a 2024, além de investigar características
epidemiológicas associadas. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e descritivo,
realizado a partir da avaliação de registros eletrônicos de doações de sangue. Foram incluídas
doações com resultados reagentes para sífilis, HIV, hepatites B e C, HTLV e doença de Chagas,
sendo excluídos registros incompletos ou com resultados inconclusivos. As variáveis analisadas
incluíram sexo, faixa etária, ocupação e tipo de doador (primeira doação ou doador regular).
Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial, utilizando o teste do qui
quadrado de Pearson, adotando-se nível de significância de 5% (p < 0,05). Foram analisados
53.953 registros de doações, dos quais 792 apresentaram reatividade sorológica (1,47%).
Observou-se predominância do sexo masculino (67%), da faixa etária de 25 a 34 anos (30,4%)
e de indivíduos vinculados ao setor de comércio, indústria e empresariado (45,5%). A sífilis
constituiu a principal causa de inaptidão sorológica, correspondendo a 51,6% dos casos
reagentes, com maior frequência entre doadores regulares (60%). A hepatite B representou
32,6% das reatividades, concentrando-se principalmente em indivíduos entre 45 e 59 anos,
padrão semelhante ao observado para hepatite C. O HIV correspondeu a 8,1% dos casos
reagentes, com maior frequência entre homens jovens e maior número de registros em 2020.
Houve associação estatisticamente significativa entre reatividade sorológica e variáveis como
sexo, faixa etária, ocupação e tipo de doador (p<0,001). Os achados demonstram predominância
da sífilis entre as causas de descarte sorológico de bolsas de sangue e evidenciam diferenças no
perfil epidemiológico conforme características sociodemográficas dos doadores. Os resultados
reforçam a importância da manutenção de estratégias contínuas de triagem sorológica,
vigilância epidemiológica e educação em saúde, contribuindo para o fortalecimento da
segurança transfusional e do monitoramento das infecções transmissíveis no contexto
hemoterápico local.