HOME OFFICE COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE PESSOAS: IMPACTOS NA PRODUTIVIDADE, NA GESTÃO ORGANIZACIONAL E NO BEM-ESTAR DE TELETRABALHADORES
Abstract
Este estudo buscou analisar os impactos do regime de Home Office na produtividade, na
gestão organizacional e no bem-estar de teletrabalhadores. A metodologia empregada foi a
pesquisa quantitativa de campo, de caráter descritivo. Os dados foram coletados por meio de
um questionário estruturado, aplicado entre 6 e 31 de outubro, e totalizaram 82 respostas de
indivíduos que trabalham ou já trabalharam remotamente (híbrido ou integral). Os resultados
indicam que o Home Office contribuiu significativamente para a satisfação (87,8% reportaram
aumento) e para o bem-estar, com 63,4% relatando melhora na saúde mental. Em termos de
produtividade, 70,7% dos participantes perceberam um aumento em sua performance
individual. Contudo, o sucesso do modelo é desafiado por problemas de
infraestrutura/tecnologia (42,7%) e isolamento social (37,8%). Conclui-se que o Home Office
é uma estratégia de gestão de pessoas altamente valorizada, mas sua sustentabilidade exige
que as organizações priorizem o investimento em suporte técnico e ações que reforcem a
coesão social e a comunicação da equipe. A preferência majoritária dos colaboradores é pela
adoção do modelo híbrido (63,4%).