| dc.description.abstract | A pandemia de COVID-19 trouxe transformações profundas e inesperadas em quase todos
os aspectos da vida humana, destacando fragilidades estruturais e desafios que antes permaneciam
subestimados. O campo da educação, em particular, foi impactado de maneira sem precedentes,
enfrentando mudanças abruptas que modificaram o cotidiano de professores, estudantes e gestores
escolares. Nesse contexto, questões relacionadas à saúde mental, ao bem-estar e à qualidade de vida
desses profissionais ganharam destaque, tornando-se temas centrais para o desenvolvimento de
políticas públicas e estratégias institucionais voltadas ao fortalecimento do sistema educacional. Esta
dissertação analisa o impacto da atividade física na saúde mental e no bem-estar de professores da
Educação Básica em uma escola de Anápolis-GO, no contexto pós-pandêmico. Por meio de uma
pesquisa quantitativa descritiva, foram aplicados os questionários IPAQ e SF-36 a 10 professores,
divididos entre praticantes e não praticantes de exercícios físicos regulares. Os resultados
demonstram que os professores fisicamente ativos relataram melhores indicadores de saúde mental,
incluindo menores níveis de estresse e maior sensação de vitalidade. Por outro lado, obstáculos como
sobrecarga de trabalho e limitações de tempo foram destacados como barreiras para a prática regular,
especialmente entre aqueles com múltiplas jornadas. Além disso, o período pandêmico acentuou os
desafios emocionais, sublinhando a importância de intervenções que combinem a promoção da
atividade física e o suporte psicossocial. Conclui-se que a prática regular de atividade física é crucial
para melhorar a qualidade de vida e a resiliência docente, reforçando a necessidade de políticas
públicas voltadas à saúde e ao bem-estar no ambiente educacional. | pt_BR |