| dc.description.abstract | O descarte de fármacos pelas indústrias farmacêuticas e pela sociedade é
considerado um problema sanitário, gerador de um enorme custo financeiro aos setores públicos
e privados, bem como é responsável por diversos danos ambientais. Neste âmbito, a legislação
brasileira, incluindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelece diretrizes para o
gerenciamento. Contudo há lacunas na destinação específica de medicamentos. A análise dos
impactos destaca a contaminação de ecossistemas aquáticos, riscos à saúde humana e ameaça à
biodiversidade. Ademais, existe a problemática da falta de legislação específica e disseminação
de informações corretas para a sociedade. Este estudo revisa criticamente a literatura recente
sobre o descarte inadequado de medicamentos, com foco nos impactos ambientais, sociais,
causas, abordagem legal e práticas mitigadoras. Utilizando uma revisão narrativa da literatura,
através de pesquisas bibliográficas e documental de leis, regulamentações e normas relativas à
gestão de medicamentos, bem como da análise de estudos em forma de artigos publicados em
periódicos acadêmicos. O objetivo foi identificar, selecionar, avaliar e sintetizar as evidências
relevantes sobre a problemática. Destacando o descarte inadequado de resíduos farmacológicos
no meio ambiente, especialmente no contexto brasileiro, devido à automedicação e à falta de
coleta domiciliar eficaz, resultando no acúmulo de medicamentos vencidos nas residências.
Através dos dados obtidos e analisados, destaco a importância da conscientização, da
implementação efetiva da logística reversa e do aprimoramento da legislação para mitigar os
impactos socioambientais do descarte inadequado de medicamentos. Além disso, destaco a
necessidade de práticas mais sustentáveis na produção e embalagem dos fármacos, bem como,
o manejo, tratamento e destinação final de resíduos para garantir um futuro equilibrado e
saudável. | pt_BR |