A implementação da curricularização da extensão em curso de medicina em universidade particular do estado de Goiás
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Date
2024-12-03Author
Gomes, Anna Carollina Barbosa
Silva, Geovana Machado
Caixeta, Mariana de Oliveira
Perini, Rafael Lugli Mantovani
Soares, Ruy Abdalla
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As atividades de extensão universitária são essenciais para uma formação holística e comunitária. A
Lei nº 13.005/2014 exige que 10% dos créditos de graduação sejam em extensão, conforme a
Resolução nº 7/2018 do MEC, mas estudos sobre seus impactos e benefícios ainda são limitados.
Assim, este estudo objetiva avaliar a implementação da curricularização da extensão sob a ótica de
docentes e discentes de uma universidade particular do estado de Goiás, realizado através de
atividades denominadas "semanas integrativas". Para isso, foi desenvolvido um estudo observacional,
transversal, de abordagem quantitativa, por meio da aplicação de Instrumento para coleta de dados aos
estudantes do 2º ao 5º períodos e aos docentes do 1⁰ ao 4⁰ períodos curso de Medicina da Universidade
Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA. Este estudo, com 266 participantes (59 docentes e 207
discentes), analisou perfis sociodemográficos e percepção sobre a semana integrativa. A maioria dos
docentes era composta por mulheres de 51-60 anos, com formação em saúde e 6-10 anos de
experiência docente, enquanto entre os discentes predominavam mulheres de 18-22 anos. Tanto
discentes quanto docentes consideram que a semana integrativa atende ao conceito de extensão
universitária e que ela contribui para a formação socialmente comprometida de médicos. A maioria
acredita na inclusão da extensão no currículo e apontou desafios na execução da semana integrativa. O
estudo mostrou diversidade de gênero, idade e formação, com predominância feminina e visões
variadas sobre extensão universitária. Apesar da complexidade na execução da semana integrativa, a
percepção foi positiva, indicando melhorias futuras na formação médica.