| dc.description.abstract | O estresse é um grave problema de saúde pública e sua gravidade e suscetibilidade se
relacionam com uma série de fatores como a idade, a obesidade e a funcionalidade. Segundo a
organização mundial da saúde (OMS) 90% da população brasileira sofre com estresse. As
mudanças na saúde física, na saúde mental, na vida social e na capacidade cognitiva Alguns
fatores predispõem o estresse em idosos. Saber manejar o estresse do cotidiano é necessário,
principalmente durante a velhice. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar a
percepção de estresse, presença de obesidade, funcionalidade e histórico de tabagismo em
idosos de uma Universidade Aberta a Pessoa Idosa (UniAPI). Trata-se de um estudo
observacional do tipo transversal. Foram coletados dados sociodemográficos, aplicado o
questionário de percepção de estresse (EPS-10), juntamente com as medidas antropométricas
(índice de massa corporal e circunferência de cintura), Escala de Brody e Lawton e histórico de
tabagismo de 63 idosos. Os resultados foram expressos como média, desvio padrão,
frequências, porcentagens e tabelas. Para classificar o escore EPS-10 foi calculado o percentil
50. A comparação entre dois grupos foi realizada com o teste t-Student para amostras
independentes ou o Teste de Mann-Whitney e a variação (∆) entre as médias foi calculada. A
associação entre as variáveis categóricas foi verificada pelo teste Qui-quadrado de Pearson. A
regressão linear múltipla verificou a relação entre os escores da percepção de estresse (variável
dependente) com os valores de IMC, CC, escore da escala de funcionalidade e histórico de
tabagismo, que foram consideradas variáveis independentes. Os modelos de regressão foram
ajustados por sexo e idade. Foi considerado o nível de significância de 5% e os dados foram
analisados no software Statistical Package for the Social Science (IBM, SPSS, Armont, NY).
A maioria dos idosos eram do sexo feminino, 54 (85,7%). Em relação ao estresse, 34% dos
idosos apresentaram maior percepção. O IMC (∆= 3,57 kg/m²) foi maior no grupo com maior
percepção de estresse, enquanto o score da escala de Lawton e Brody (∆= 0,47) foi maior no
grupo sem percepção de estresse. Houve associação entre a presença de percepção de estresse
com o IMC (p= 0,031) e a maioria dos idosos com percepção de estresse eram obesos (56,3%).
Quando analisada a funcionalidade de acordo com o P(50), 100% dos idosos apresentaram
maior percepção de estresse. Nos modelos de regressão linear múltipla o IMC (β= 0,28;
p=0,038) e a circunferência de cintura (β=0,13; p=0,028) tiveram relação direta com o escore
de percepção subjetiva de estresse, ajustados por sexo e idade. Em conclusão, foi encontrado
que um terço dos idosos tiveram maior percepção de estresse, o IMC e a CC foram maiores em
idosos com maior percepção de estresse enquanto foi menor quando analisada a funcionalidade.
A porcentagem de idosos com maior percepção de estresse eram obesos e tinham menor
funcionalidade. Nos modelos de regressão linear múltipla houve uma relação direta do escore
de percepção de estresse com o IMC e a CC, ajustada por sexo e idade. Vale ressaltar a
importância e otimização de políticas públicas específicas no que diz respeito à promoção e
prevenção de saúde em idosos.
Palavras-chave: | pt_BR |