| dc.description.abstract | Os estudantes de Medicina possuem uma carga horária extensa, o que os leva a contrapor a
sonolência para a realização de suas atividades, promovendo uma desregulação no ciclo sono-
vigília e piora na qualidade de vida do indivíduo. Tem-se, portanto, como objetivo, descrever a
relação entre o sono e a qualidade de vida dos estudantes de medicina de uma faculdade
particular de Anápolis – GO. O trabalho consiste em um estudo descritivo exploratório
quantitativo, realizado com os acadêmicos regularmente matriculados no curso de medicina do
1º ao 8º período, por meio do uso de dois questionários: PSQI e o WHOQOL-BREF. Foram
coletados 330 questionários, dos quais 236 foram utilizados sendo a maioria destes compostos
por mulheres, de etnia branca, solteiros, com renda familiar maior que 5 salários-mínimos. Na
análise do PSQI 63,55% dos acadêmicos possuíam má qualidade do sono, com destaque ao 5º
período em que a maioria apresentou distúrbios do sono, seguidos pelos alunos do 8º e 3º
períodos. Em contrapartida, o 2º período possui uma boa qualidade de sono. Já na análise do
WHOQOL-BREF as médias foram estáveis, menos no 5º período em que há queda acentuada
de todos os domínios avaliados. Além disso, ao correlacionar o PSQI e o WHOQOL-BREF foi
evidenciado que quanto pior o sono, pior será a qualidade de vida. Por outro lado, homens de
maior idade possuem maior qualidade de sono, já ao associar sono; qualidade de vida e idade
em relação aos domínios social e mental foi observado que quanto maior a idade pior a
qualidade de vida. Desse modo, conclui-se que o fator sociodemográfico é determinante na
caracterização da amostra, que a qualidade do sono é negativamente influenciada pela rotina
acadêmica, mas apesar da discrepância na qualidade de vida dos estudantes, não foi constatada
redução significativa entre scores dos indicadores de qualidade de vida. | pt_BR |