| dc.description.abstract | O advento da internet trouxe consigo um aumento exponencial da capacidade de acesso a
informações de uma forma igualitária, em que o que antes necessitava de pesquisas por vários
livros e um longo período de dedicação, agora pode ser encontrado facilmente com alguns
cliques. Com isso, diversas relações interpessoais sofreram grandes mudanças para se
adaptarem à nova era da informação, especialmente a relação médico-paciente. O presente
estudo teve por objetivo descrever a percepção do médico e do paciente expert e as principais
influências exercidas pelo uso da internet em consultas clínicas. Trata-se de um estudo
observacional, descritivo e transversal, de natureza quantitativa, tendo como população os
pacientes e os médicos do Ambulatório Universitário Central e fazendo-se uso de um
questionário específico contendo perguntas objetivas a respeito do uso da internet. De acordo
com os dados obtidos no questionário, a população foi constituída por 109 pacientes no
Ambulatório Universitário Central de Anápolis/GO. Observou-se predominância no sexo
feminino (80,7%); na faixa etária de 40 a 59 anos (47,7%); ensino médio com 42,2%. 28,4%
dos entrevistados pesquisam pelo menos uma vez durante a semana passada na internet; 34,9%
ficam navegando na web cerca de menos de 2 horas por dia; 66,1% já usa internet há mais de
sete anos; 75,2% dos pacientes procura na web informações especificamente sobre
medicamentos; 73,4% nunca comprou através da farmácia on-line; 36,7% discordam que se
sentem mais seguros e confiantes quando pesquisam informações na internet antes da consulta
médica; 48,6% concordam que as informações na internet precisam melhorar. De acordo com
os dados parciais obtidos nos questionários destinados aos médicos, a população foi constituída
por 18 médicos no Ambulatório Universitário Central de Anápolis – GO. Observou-se uma
predominância do sexo masculino (77,8%) e na faixa etária de 41 a 50 anos. 94,4% dos médicos
afirmam receber muitos pacientes que já pesquisaram na internet, sendo 83,3% afirmar ser com
muita frequência. 44,4% declararam não conhecer as fontes trazidas pelos pacientes e a mesma
porcentagem afirma conhecer. Grande parte dos entrevistados, cerca de 77,8%, não confiam
nas informações trazidas das pesquisas na internet pelos pacientes; 56,6% declarou nunca ter
precisado discutir sobre alguma informação trazida do meio online por um paciente com outro
colega de profissão; 66,7% oferecem algum tipo de suporte on-line para os pacientes. Diante
disso, podemos comprovar que o paciente informado possui um certo lado positivo e um outro
lado negativo nas consultas clínicas e a função do médico torna-se ainda mais necessária,
considerando-se que dados evidenciados na literatura, o objetivo passou a ser muito mais do
que apenas fazer o diagnóstico e tratar doenças como também deve direcionar o paciente sobre
todas as informações que ele pode adquirir em sites confiáveis. | pt_BR |