Repercussões do OSCE na jornada acadêmica dos discentes de medicina da Universidade Evangélica de Goiás
Date
2021-06-21Author
Steckelberg, Victoria Leal
Moreira, Caio Alexandre Mendes
Silva, Fabrício Medeiros
Wantuil, João Pedro Brandão
Reis, Vinícius Vieira dos
Godoy, Artur Medeiros de
Metadata
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O Exame Clínico Objetivo Estruturado é um exame que surgiu para avaliar outras competências
dos alunos, para além do aprendizado. Recentemente tornou-se padrão-ouro de avaliação, por
ser o exame com maior validade e confiabilidade e passou então a ser amplamente utilizado nas
escolas médicas atuais, incluindo a faculdade de medicina da Universidade Evangélica de
Goiás. Nesse aspecto, após a criação e popularização do OSCE, inúmeros estudos foram
desenvolvidos na tentativa de aperfeiçoar o método, sobretudo nas propriedades de
padronização e objetividade do exame. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi identificar
as repercussões do OSCE para formação médica e saúde mental dos avaliados a partir da
perspectiva discente na Universidade Evangélica de Goiás, localizada em Anápolis. Este estudo
possui caráter quantitativo, transversal e descritivo. Com o alicerce de que o curso de medicina
da UniEVANGÉLICA utiliza o OSCE como ferramenta avaliativa desde a sua fundação em
todos os períodos, o estudo em questão obteve como população estudantes de medicina do 3º
ao 10º períodos, ou seja, avaliou-se o OSCE dos primeiros quatro anos de faculdade, excluindo se os exames realizados no período do internato. Responderam ao questionário virtual um total
de 228 alunos, sendo a maioria de idade entre 18 a 21 anos (n=113) e do sexo feminino (n=153).
Constatou-se que o checklist é amplamente utilizado, já que em todos os períodos os resultados
foram maiores que 83%. Além disso, a maioria dos discentes considera que os ambientes
simulados do OSCE foram coerentes com temas previamente demonstrados em cenários de
práticas, como demonstrado pelo sexto período, em que 70,2% concorda com a afirmação.
Grande parte julgou o OSCE como um bom método avaliativo (51,4% no sétimo período). Por
fim, 73% dos alunos do sétimo período afirmaram se sentir estressados ao realizar a prova.
Pode-se concluir que a perspectiva discente em relação às consequências do OSCE para
formação médica é positiva, haja vista que o exame é um bom método avaliativo e possibilita
aprendizagem.