ANÁLISE DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO DA SOJA EM GOIÁS NA MODALIDADE BARTER
Abstract
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de soja do agronegócio, devido as
tecnologias empregadas no sistema de produção. A aquisição dos insumos na produção agrícola
apresenta grande peso no custo de produção e a disponibilidade de crédito é insuficiente para
condução das atividades agrícolas. O Barter, surge como uma estratégia comercial e linha de
crédito, perante as revendas agrícolas e tradings, que visa a troca de insumos, por parte de sua
produção. O presente trabalho tem por objetivo analisar o custo de produção da soja, negociado
na modalidade Barter entre as safras 2017/18 a safra 2019/20. A metodologia adotada é
conhecida como Índice de Preços de Laspeyres. O sistema de produção utilizado é em sequeiro,
com a cultivar de tecnologia Bt+Roundup Ready® (INTACTA RR2 PRO®), denominada soja
RR2. Os parâmetros para os custos de produção foram: fertilizantes, sementes, herbicidas,
inseticidas e fungicidas. Os levantamentos dos custos de produção foram retirados por
instituições como o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG) e
Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Na operação de Barter a quantidade de
sacas ha-1 foi baseada nos valores negociados ano/safra, de acordo com o preço (R$) praticado
pela região. Desta forma, dentre os insumos, os fertilizantes, as sementes, os fungicidas e os
inseticidas são os principais componentes que proporcionam percentual elevado dos custos. Na
região de Goiás, a média do custo de produção, por ha, nas safras 2017/18, 2018/19 e 2019/20
foi de 21,11 sc ha-1, considerando os componentes dos custos analisado. As oscilações dos
preços das commodities são constantes, no acumulado de 2016 a 2020, até o final de abril, o
preço da soja apresentou valorização de 180,9%. Isso porque no início de maio de 2016 a saca
de soja era negociada a R$ 87,32 e no final de abril de 2020 a R$ 103,58. Com isso, o Barter é
uma modalidade de negócios bastante interessante ao produtor rural. Pois, se torna um
mecanismo alternativo ao autofinanciamento ou crédito rural. Além, de resguardar o produtor
contra as oscilações da relação entre preço pago pelo produtor e dos preços dos insumos frente
as flutuações do câmbio.