PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO TRATAMENTO DA ANSIEDADE: COMPETÊNCIAS E DESAFIOS DO ENFERMEIRO
Date
2019-06-30Author
BRANDÃO, Mariana Carvalho
CARVALHO, Tânia Lorrany Alves
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Introdução: A ansiedade é a hiperatividade do Sistema Nervoso Autônomo, onde afeta a cognição e propende para distorção de percepção onde é acompanhada por queixas somáticas e abre portas para doenças oportunistas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 9,3% (18.657.943) das pessoas que vivem no Brasil apresentam transtorno de Ansiedade. A partir da década de 1970 surge o uso eminente dos benzodiazepínicos no qual culminou na crescente dependência do consumo deste grupo farmacológico. Importante destacar que nos transtornos ansiosos graves, a saber: transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de pânico, agarofobia, transtorno de ansiedade generalizada e fobia social é necessário o uso de fármacos que podem ser associados com a psicoterapia e práticas naturais complementares. Atualmente o SUS aderiu a 29 práticas integrativas e complementares que devem ser exploradas e executadas nos serviços de saúde. O Enfermeiro é um dos profissionais requisitados a aderir em seu processo de trabalho estas práticas e devem buscar o aperfeiçoamento nessa área. Objetivo: Descrever as práticas integrativas e complementares executadas pelo enfermeiro no tratamento de pacientes com transtornos ansiosos. Método: Trata-se de um estudo de natureza bibliográfica do tipo revisão integrativa da literatura dos últimos dez anos 2008-2018 (período após a publicação da PNPIC), realizada na plataforma Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), onde encontram-se outros bancos de dados, a saber: LILACS, IBECS, BDENF, MEDLINE e Scielo. Utilizando os descritores “Enfermagem Psiquiátrica”, “Terapias Complementares”, “Saúde Mental”, “Ansiedade”. Resultados: Após a análise de dez estudos científicos, quatro foram selecionados para compor a amostra desta revisão a fim de identificar as práticas integrativas e complementares executadas pelo enfermeiro no tratamento da ansiedade dentre as competências e desafios e seis foram excluídos. Considerações Finais: Para que a enfermagem expanda sua ação na área de SM e nas PICs, considera-se que tal abordagem deve começar na graduação e seguir por toda a vida profissional com estudos qualificantes, educação permanente, especializações, pós-graduações, para que tenham reconhecimento assistencial qualificado, discutir alternativas para melhoria das ações teórico-práticas do profissional enfermeiro no contexto de saúde mental, e assim assumir com plenitude sua autonomia diante dos cuidados com essa classe.