A INTERNET COMO FONTE DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA PACIENTES DE UMA UNIDADE DE SAÚDE PÚBLICA DE ANÁPOLIS, GOIÁS
Date
2018-11Author
Rodrigues, Ana Carla Martins
Lima, Gabriela Cavalcante de
Coelho, Leonardo Oliveira
Silva, Lorena de Oliveira
Oliveira, Salomão Antônio de
Torres, Talita Guilarde
Metadata
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A presença de computadores, assim como, o acesso à internet nos domicílios cresceu nos
últimos anos. A partir disso, o uso da internet para pesquisar assuntos relacionados à saúde
aumentou proporcionalmente. Sabe-se que a internet, ao mesmo tempo que expõe os usuários
a informações úteis, difunde conteúdos de qualidade científica questionáveis. Dessa forma, o
presente estudo teve por objetivo identificar o perfil dos pacientes que procuram informação de
saúde na internet, em uma instituição de saúde pública de Anápolis, no período de janeiro de
2018 a março de 2018, e se essa busca influencia no processo saúde-doença. Trata-se de um
estudo transversal, descritivo, de abordagem qualitativa e quantitativa, que analisou a busca de
informações de saúde na internet pelos pacientes do Ambulatório Universitário Central, por
meio de uma pesquisa de campo realizada mediante entrevista estruturada. Foram entrevistados
344 pacientes, destes, 307 atenderam aos critérios de inclusão. Cerca de 65% dos pacientes já
pesquisaram sobre saúde doença. Neste grupo, houve prevalência do gênero feminino (71,7%),
faixa etária de 40 a 50 anos (34,7%), ensino médio completo (34,7%), renda de 1 a 2 salários
mínimos (34,2%), ausência de comorbidades e pouca utilização do Sistema Único de Saúde.
Doenças específicas próprias foi o tema mais procurado em 32,2% dos participantes. Observouse
que 55,3% e 71,9% dos entrevistados pesquisaram sobre o motivo que os levou a procurar
atendimento antes e depois da consulta, respectivamente. Em outros trabalhos já publicados,
também houve prevalência do gênero feminino, sobretudo mães, por terem maior tendência de
ansiedade e preocupação com doenças de filhos e parentes. Além disso, houve compatibilidade
quanto ao nível de escolaridade, que se justifica pela maior facilidade de acesso e entendimento
das informações apresentadas na internet. Diferentemente de outros trabalhos, destacou-se
maior prevalência da pesquisa naqueles com menor renda salarial e pacientes sem
comorbidades. Estes achados constituem aporte relevante para a complementação da literatura
científica referente ao uso da internet pelos pacientes, já que esta é um meio potencial para a
criação de plataformas digitais em saúde que estimulem a troca de experiências das diversas
etapas impostas no processo saúde-doença, desde o diagnóstico até a reabilitação. Nesse
contexto, torna-se necessário orientar, em caráter preventivo, a maneira adequada de alcançar
fontes científicas confiáveis.