| dc.description.abstract | As estatinas são as medicações mais utilizadas para o controle dos níveis lipídicos. Mais do que prescrever essas medicações, existem metas terapêuticas específicas que se deve atingir para redução eficaz do risco cardiovascular. O presente estudo tem por objetivo avaliar o controle dos níveis lipídicos em usuários de estatinas e a interferência de fatores associados nos resultados. Este é um estudo observacional, descritivo, retrospectivo, com base nos prontuários de pacientes acompanhados no departamento de Cardiologia do Ambulatório Universitário Central de Anápolis, Goiás. Foram revisados 128 prontuários ativos no serviço e levantadas informações referentes ao uso de estatinas, características epidemiológicas e clínicas, e os resultados dos perfis lipídicos mais recentes. A idade média foi de 62,7 anos, 58,6% do sexo feminino, 84,4% com Hipertensão Arterial Sistêmica. Sinvastatina foi a estatina mais prescrita. Apenas 23,9% tinham níveis de LDL colesterol dentro das metas terapêuticas indicadas para cada paciente. A idade mais alta e o IMC foram fatores de risco independentes para não se atingir o controle lipídico mesmo em uso de estatinas. Ao não atingirem os objetivos terapêuticos esperados, esse grupo de pacientes permanece com chances elevadas de eventos cardiovasculares graves. Diante desse resultado, medidas futuras devem incluir o entendimento dessa baixa taxa de controle lipídico, objetivando maior eficácia no tratamento e, consequentemente, maior proteção à população sob risco de complicações cardiovasculares. | pt_BR |