Medicina depressiva e ansiosa: uma análise dos estudantes de medicina do Centro Universitário de Anápolis - UniEVANGÉLICA
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Date
2019-12-12Author
Miranda, Carina Saori Takahashi
Camargo, Eduardo da Silva
Teixeira, Lenise de Oliveira
Aleixo, Murilo Carvalho
Silva, Thalita Paula de Oliveira
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Os distúrbios de humor como o transtorno depressivo e o transtorno de ansiedade nos estudantes de medicina têm representado crescente e atual preocupação na saúde pública, visto que nos últimos anos vem sendo documentado aumento de casos e suas complicações, incluindo o suicídio. O estudante de medicina está imerso em uma condição de grande risco e vulnerabilidade para tais transtornos, uma vez que com o decorrer do curso, se intensificam: o maior comprometimento e senso de responsabilidade para com a futura profissão, a carga horária, reduzindo o tempo disponível para atividades sociais e de lazer. Nesse sentido, atualmente destacam-se a dificuldade de diagnosticar e intervir em tempo hábil para evitar possíveis desfechos catastróficos, principalmente o suicídio. O presente estudo tem por objetivo descrever a incidência dos sintomas de transtornos de ansiedade e depressão nos discentes do curso de medicina do Centro Universitário de Anápolis-UniEVANGÉLICA. A pesquisa é do tipo transversal descritiva quantitativa no período de fevereiro de 2019 a abril de 2019, realizada na Faculdade de Medicina do Centro Universitário de Anápolis – UniEVANGÉLICA. O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado ao CEP e executada conforme a resolução 466/2012. Foram aplicados dois questionários, um sobre depressão (HAM-D) e o outro sobre ansiedade (GAD-7), a acadêmicos do curso, maiores de idade, distribuídos entre primeiro, quinto e oitavo períodos, que concordaram em participar da pesquisa. Foram coletados dados de 101 indivíduos, sendo 35 acadêmicos do primeiro período, 43 do quinto período e 23 do oitavo período. Ao avaliar o sexo mais acometido com os transtornos estudados no presente estudo, há um destaque para o feminino. Em relação aos sintomas, 60% e 80% dos participantes do 1º período foram positivos para os sintomas de ansiedade e depressão respectivamente. Já no quinto, as taxas são de 74,4% para ansiedade e 88,4% para depressão. Em relação ao oitavo os resultados são de 52,1% positivos para ansiedade e 26% para a depressão. Assim sendo, pode-se concluir que a maioria de toda a amostra analisada apresenta positividade de sintomas para as síndromes psiquiátricas apresentadas, o que condiz com os dados encontrados nas literaturas analisadas, fazendo-se necessário intervenção oportuna visto que essas podem acarretar desfechos possivelmente fatais.