LEISHMANIOSE VISCERAL: MAPEAMENTO DOS CASOS E ÁREAS DE RISCO PARA INFECÇÃO NO ESTADO DE GOIÁS (2011-2015).
Date
2017-05Author
LIMA, DIOGO TELES DE
PAULA, LUIZ FELIPE RIBEIRO SAMPAIO DE
OLIVEIRA, MAYARA NETTO
MARQUES, RAYSSA MACHADO
PEDROZA, RENATO SOUZA LUZ
Metadata
Show full item recordAbstract
A leishmaniose visceral (LV) é ainda uma doença negligenciada. Existem poucos
trabalhos avaliando distribuição e impacto da infecção no estado de Goiás, apesar da
verificação, nos últimos anos, do aumento das áreas de transmissão e número de casos de LV.
Portanto, o objetivo do projeto é analisar espaço-temporalmente os casos de LV e de seus
vetores no estado de Goiás nos últimos cinco anos. Os dados foram coletados na Secretaria
Estadual de Saúde de Goiás que possui registros dos casos de leishmaniose visceral humana
(LVH), leishmaniose visceral canina (LVC) e vetores. Para verificar a relação entre LVC e
LVH utilizou-se o Modelo Linear Generalizado Inflacionados de Zeros. Na análise temporal
calculou-se o coeficiente de variação e o incremento médio anual por município. Para o
mapeamento, utilizou-se como critério a ocorrência de no mínimo um caso de LVH e/ou de
LVC e/ou de vetor por município para identificar as potenciais áreas de transmissão de LV. A
LVH é uma doença urbana que se concentra nas grandes cidades como Goiânia, Aparecida de
Goiânia e Anápolis que juntas perfazem 34,2% dos casos por município de residência. Dos 221
casos notificados de LVH apenas 199 são referentes à pacientes residentes do estado de Goiás.
Observou-se uma prevalência da LVH no gênero masculino, na raça parda e nas faixas etárias:
1 a 4 anos e 20 a 59 anos. Identificou-se a tríade (LVH, LVC e vetor) em 9 municípios, desses
apenas em Goiânia e Aparecida de Goiânia não houveram registros de casos autóctones.