| dc.description.abstract | A morte súbita cardíaca (MSC) é a manifestação letal mais comum de doença cardíaca e, em muitos casos, é o primeiro e único sintoma. No Brasil, a carência de dados epidemiológicos fidedignos limita maiores investimentos em medidas de prevenção à população e adequação dos serviços públicos de saúde. Foram analisadas as tendências de mortalidade por MSC, no Brasil, no período de 1996 a 2015. Foram obtidos dados de mortalidade por MSC (CID-10 I46 – parada cardíaca, e R96 – morte súbita cardíaca de causa não especificada) no Brasil por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, no período de 1996 a 2015. As taxas de mortalidade (óbitos/100.000 habitantes) foram ajustadas por idade e sexo, pelo método direto, utilizando como referência a população brasileira do Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As análises de tendência no período foram realizadas com regressão de Poisson. No período analisado, 53.710 óbitos foram atribuídos à MSC. No geral, a taxa de mortalidade ajustada variou de 1,95 em 1996 para 1,39 óbitos/100.000 habitantes em 2015 (R2=0,691; p<0,01). Esta redução na mortalidade por MSC foi consistente entre homens (2,18 para 1,62 óbitos/100.000 habitantes) e mulheres (1,73 para 1,18 óbitos/100.000 habitantes). Apesar das limitações inerentes à coleta de informações com base em declarações de óbitos, além da ausência de uma definição clara de morte súbita cardiovascular, o conjunto dos dados nos permite afirmar que houve uma tendência de redução de MSC no país no período compreendido. | pt_BR |