| dc.description.abstract | A esclerose sistêmica é uma doença crônica autoimune de origem desconhecida que se
manifesta, principalmente, por disfunções vasculares endoteliais e fibrose excessiva, mas que
pode acometer também a pele e vários órgãos internos como pulmão, coração e rins. O
presente trabalho teve como objetivo descrever as características clínicas e imunológicas dos
pacientes com esclerose sistêmica no Hospital Geral de Goiânia. Os dados foram coletados
dos prontuários dos pacientes com esclerose sistêmica, atendidos nos ambulatórios de
Reumatologia do HGG, durante o período de janeiro de 2006 a dezembro de 2015. De acordo
com os critérios de inclusão e exclusão, foram incluídos 27 pacientes. Destes, 81,5%
pacientes eram mulheres. A idade média foi de 49,7 anos. Em relação às formas da doença,
59,3% dos pacientes apresentavam a forma limitada, 14,8% apresentavam a forma difusa e
22,2% apresentavam a forma localizada. O anticorpo anti-centrômero positivo correlacionouse em 53,3% com a forma limitada, e o anti-Scl70 positivo, em 66,7%, com a forma difusa.
As principais manifestações clínicas observadas foram fenômeno de Raynaud (44,5%) e
acometimento esofágico (44,5%). A pneumopatia intersticial esteve presente em 100% dos
casos da forma difusa. O fenômeno de Raynaud esteve presente em 75% dos casos em que o
anti-centrômero mostrava-se positivo. Os resultados permitem concluir que o perfil clínico e
imunológico encontrado em um hospital terciário de Goiânia é semelhante ao encontrado na
literatura, com diferenças pontuais. A descrição destas características contribuirá para
definições de ações de cuidado específicas para esse grupo, junto aos órgãos de atenção à
saúde pública. | pt_BR |