| dc.description.abstract | A presente dissertação, compreendida na linha de pesquisa Sociedade, Políticas Públicas e
Meio Ambiente, estudou as concepções de Educação Ambiental dos professores e os
discursos sobre a prática docente que desenvolvem. Objetivou conhecer, compreender e
analisar tais concepções e discursos em diferentes disciplinas dos anos finais do Ensino
Fundamental, considerando-os como portadores e doadores de sentidos e, portanto, essenciais
a um processo educativo pleno. As concepções mais correntes — a Educação Ambiental
Conservadora, a Educação Ambiental para a Gestão Ambiental, a Educação Ambiental Crítica
e a Ecopedagogia — são consideradas como fruto da articulação entre as diversas concepções
de Educação e de Meio Ambiente. A Ecopedagogia, vertente teórica de base holística e
planetária, é referencial teórico-metodológico da pesquisa que teve como interlocutores
Gadotti (2000), Gutiérrez e Prado (2000) e Mauro Guimarães (2002, 2004). Esta se dedica ao
aprendizado do sentido das coisas a partir do cotidiano e representa uma possibilidade de
recuperar e construir “nossa humanidade comum”. A pesquisa de campo, realizada com
professores dos anos finais do Ensino Fundamental, teve como instrumentos o questionário e
a entrevista semi-estruturada. A análise e interpretação dos dados revela que a concepção que
prevalece é a Educação Ambiental Conservadora, tradicional e conteudista e, em segundo
plano, a Educação para a Gestão Ambiental, tecnicista e pragmática. A prática docente, no
discurso dos professores, coaduna com essas concepções embora sinalize para a necessidade
de que os conhecimentos adquiridos estejam a serviço da vida. A Ecopedagogia, mesmo que
ainda não se faça presente na realidade escolar, pode encontrar nesse aspecto do discurso
espaço para inaugurar novas formas de relacionamento entre educando-educador-cosmos. | pt_BR |