INCLUSÃO DE PESSOAS COM LIMITAÇÕES MOTORAS E DE PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN, NO ENSINO REGULAR.
Abstract
O processo de inclusão da pessoa com necessidades especiais na rede regular de ensino é um
assunto polêmico, sempre imbuído de muito preconceito, mais ainda quando se trata da
inclusão de pessoas com Síndrome de Down e de pessoas com limitações motoras. Grande
parte destas, além dos déficits intelectuais, traz consigo as características físicas e as
dificuldades na comunicação, que as identificam, não raro, com palavras que denotam
menosprezo e depreciação. Neste contexto, surge a perspectiva de pesquisa sobre a inclusão
destes sujeitos nas escolas regulares, em Anápolis – GO, no ano de 2009, uma análise
situacional do discurso dos profissionais das unidades de ensino, que estão recebendo estes
educandos e do espaço físico da escola, das adaptações e das barreiras existentes, tendo como
referência a lei nº 9394/96. Procurou-se assim, além dos estudos de autores como Mantoan
(2006), Souza (2003), Schwartzman (2003) e Smith (2008), entre outros, e leis referentes à
inclusão escolar, também a realização da pesquisa de campo escaneando todas as escolas da
área urbana da cidade pesquisada, com o objetivo de conhecer o número de alunos nestas
condições, a percepção de preparação dos profissionais envolvidos e em que medida a família
tem contribuído para a autogestão e a efetivação deste processo. Na pesquisa in loco foi
possível observar as principais adequações pelas quais passam as unidades escolares, para
melhor receber os alunos com mobilidade reduzida e ouvir dos educadores quais são seus
anseios e expectativas com respeito ao trabalho desenvolvido com pessoas com deficiência.