| dc.description.abstract | áreas a cada vez mais interligadas e não sendo possível prevenir e proteger a
saúde individual e coletiva sem cuidar dos diversos fatores envolvidos nessa
intrínseca relação. Neste contexto, os sistemas de saneamento básico, coleta
do lixo e limpeza urbana vem tendo destaque em termos de saúde pública e
exigindo que novos estudos sejam implantados nestes territórios para que as
ações de políticas públicas sejam implementadas. Nesse sentido, o objetivo
deste estudo foi analisar os riscos sócio-ambientais, a partir dos sistemas de
saneamento básico e condições de habitabilidade em uma área intra-urbana e
relacionar estas variáveis com o perfil de saúde da população e com as
possíveis influências da percepção sócio-ambiental dos moradores. Este
estudo descritivo foi realizado em um conjunto habitacional, situado na região
leste de Anápolis, onde, foi pesquisado em duas grandes fases os seguintes
dados: Fase 1 - Fase exploratória: a partir de instrumento estruturado foi
consultados documentos e fontes secundárias, de instituições governamentais
e não-governamentais dados da construção e ocupação do bairro, infraestrutura,
condições de habitabilidade, saneamento urbano e perfil
epidemiológico dos moradores; Fase 2 – In loco: foi registrado por meio de
instrumentos próprios de pesquisa os riscos sócio-ambientais existentes nas
duas etapas do bairro e em seguida foi aplicado aos moradores previamente
selecionados, questionários de percepção ambiental, com questões abertas e
fechadas, envolvendo a percepção destes riscos e a relação destes, com a
problemas de saúde existentes no bairro. Os resultados apresentam-se como
importante ferramenta para a gestão de políticas públicas locais, bem como
para o desenvolvimento de ações em educação ambiental e saúde, que ainda
são realizadas de forma incipiente e ineficaz no bairro. O desenvolvimento de
uma nova visão sobre a gestão de áreas urbanas, que envolva os moradores
de cada região, de maneira a possibilitar o desenvolvimento de soluções mais
adequadas aos problemas específicos de cada área, e fator essencial para
uma gestão urbana mais eficiente. Conclui-se que os risos sócio-ambientais,
apresentam forte influência sobre o estado de saúde da população e um baixo
nível de percepção da forma de exposição e da responsabilidade mútua para
minimizar estes riscos, poderão agravar ainda mais os impactos sobre a saúde. | pt_BR |