| dc.description.abstract | O pensamento greco-ocidental construiu, no decorrer da história da humanidade,
um paradigma reducionista e de exploração, sem preocupação com as futuras
gerações no tocante à preservação dos recursos naturais (LEFF, 2000); (CAPRA,
2001). O estudo de caso de uma área subnormal em Anápolis/Goiás,
especificamente sobre a realidade das chácaras 11-12 e 13 da quadra 3 J, na Vila
Santa Maria de Nazaré, constitui a base para a discussão da complexa crise
ambiental que envolve as relações humanas e as relações com o meio ambiente em
uma abordagem interdisciplinar a partir da ecologia, da filosofia, da política e da
bioética (SEGRE, 2002). As mudanças de paradigma da ciência e dos princípios do
homem, a partir de uma postura de busca do conhecimento e da reflexão éticofilosófica,
do resgate da cultura e dos valores no contexto do século XXI, são o
passo para a sustentabilidade da sociedade moderna (POTTER, 1971); (PESSINI;
BARCHIFONTAINE, 2002); (SANTOS, 1986). Neste estudo foram refletidas a
bioética e a ecologia como pontes para uma reflexão sobre a atuação da gestão
pública em relação ao meio ambiente e ao bem-estar da pessoa. A abordagem da
pesquisa é qualitativa (MINAYO, 2001). A pesquisa foi realizada por meio do uso da
observação, pesquisa documentada, bibliográfica e entrevista aberta com os
moradores da área pesquisada. As considerações apontam para as seguintes
constatações: o desenvolvimento da ciência não foi capaz de recuperar ou corrigir
as ações humanas sobre o meio ambiente, gerando processos provavelmente
irreversíveis; é necessário desenvolver uma concepção holística dos movimentos de
recuperação ambiental com vistas à possibilidade da pluralidade e da permanência
da vida no Planeta. Isso é uma questão de bioética, de cidadania, de consciência
socioambiental, movida pela responsabilidade por um mundo em que todos possam
viver em harmonia com o meio ambiente. | pt_BR |