| dc.description.abstract | O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade em pacientes
com mais de 60 anos de idade. As desigualdades e as variações nos cuidados com IAM em
pacientes idosos são bem reconhecidas, e foi demonstrado que idosos que apresentam IAM
apresentaram piores resultados. Apesar dos recentes avanços na terapêutica, a morbidade e a
mortalidade por IAM permanecem altas. No Brasil, com o envelhecimento da população, há
pouca informação sobre hospitalizações e mortalidade intra-hospitalar por IAM em pacientes
idosos. O objetivo do estudo é descrever as taxas de hospitalização e mortalidade por IAM na
população idosa no Sistema Único de Saúde, entre 1995 e 2014. Foram obtidos dados sobre a
admissão hospitalar, duração média da permanência e mortalidade intra-hospitalar. Foi usado
o banco de dados do Sistema Único de Saúde (SIH / DATASUS) e todas as admissões
relacionadas a IAM foram identificadas pela CID-9 e CID-10. As internações por IAM entre
1995 e 2014 em pacientes ≥ 60 anos de idade foram analisadas. Além disso, os totais das
despesas relacionadas a essas internações foram identificados, ano a ano, com correção
monetária para fins comparativos. Todos os dados foram estratificados por gênero e faixa
etária. De 1995 a 2014, ocorreram 612.184 hospitalizações por IAM em idosos no Brasil. A
maioria das admissões ocorreu entre os homens (58,3%). No geral, as internações absolutas
aumentaram de 19.328 em 1995 para 50.632 em 2014. No entanto, as taxas de mortalidade
hospitalar reduziram de 41,2 em 1995 para 33,3 mortes / 100 admissões em 2014 (R² = 0,553,
p <0,01), o que foi mais significativo entre o grupo feminino (23,39 a 18,69 óbitos / 100
admissões) quando comparado com o subgrupo masculino (17,88 a 14,61 óbitos / 100
admissões). Essa redução da mortalidade hospitalar também foi mais relevante entre
indivíduos com faixa etária entre 70 e 74 anos. O tempo médio de hospitalização manteve-se
estável em 7,7 dias. Os custos totais associados às internações por IAM nesta população
aumentaram de forma constante ao longo dos anos, de R$ 41,1 milhões em 1995 para R$
190,9 milhões em 2014. Embora a taxa de internações por IAM em pessoas idosas tenha
aumentado de 1995 a 2014, a mortalidade intra-hospitalar reduziu ao longo do mesmo
período. Mesmo tendo em conta que as pessoas idosas são uma população mais frágil, a carga
de custos ainda é preocupante, com um crescimento exponencial das despesas nos últimos
anos. | pt_BR |