| dc.description.abstract | Introdução: O sono é uma situação fisiológica complexa que ocorre periodicamente em
seres humanos e cuja função é promover/facilitar a conservação de energia e função
ecológica, o aprendizado e memória através de alterações na plasticidade cerebral e a
atuação em processos restaurativos de componentes celulares. Objetivo: Avaliar o estresse
e seu impacto na qualidade do sono e na sonolência diurna em estudantes de medicina.
Métodos: Estudo quantitativo, observacional e descritivo, realizado no período de agosto a
outubro de 2017, com estudantes do curso de Medicina de uma Instituição de Ensino
Superior. Foram utilizados o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp, o
Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh e a Escala de Sonolência de Epworth.
Resultados: Foram avaliados 426 estudantes, sendo 60,8% do 1º ao 4º período, 39,2% do
5º ao 8º período, 58,7% do sexo feminino e a média de idade foi de 20,83 anos. Na
avaliação do estresse, observou-se que a maioria dos estudantes se encontra na fase de
resistência. No que se refere à qualidade do sono, os acadêmicos apresentaram em sua
maioria, uma qualidade de sono ruim, e a ocorrência de sonolência diurna excessiva foi
predominante entre os acadêmicos de 1º a 4º período. Ao relacionar o estresse com a
qualidade do sono, observou-se que nas fases de resistência e exaustão, 70,9% e 62,9% dos
discentes, têm qualidade de sono “Ruim”, respectivamente. Na avaliação do impacto do
estresse na sonolência diurna excessiva, houve relação entre a fase de alarme e de
resistência, com a sonolência diurna excessiva. Conclusão: O estresse interfere na
qualidade do sono e provoca ocorrência de sonolência diurna excessiva, sendo os
acadêmicos do curso de medicina um grupo de risco para o desenvolvimento de diversos
distúrbios do sono e/ou do humor. | pt_BR |