PERFIL DAS INTERNAÇÕES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA ADULTA NA CIDADE DE ANÁPOLIS, GOIÁS, NO ANO DE 2012
Abstract
Os serviços públicos de saúde devem ser capazes de oferecer integralidade na assistência e resolutividade aos problemas de saúde apresentado pela população. A Unidade de Terapia Intensiva é o setor hospitalar que atende os pacientes que não tiveram o problema de saúde resolvido na atenção básica, ou se encontram em risco de agravamento por condições que não puderam ser evitadas ou controladas. Ao refletir sobre doença, recuperação, gravidade e necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva adulta, pensou-se em analisar o perfil de internações neste setor. Assim, o objetivo foi analisar o perfil das internações nas Unidades de Terapia Intensiva adultas de Anápolis, Goiás, no ano de 2012. Trata-se de uma pesquisa exploratória documental, retrospectiva, com abordagem quantitativa das informações obtidas em registros internos. Neste estudo foram identificadas variáveis que caracterizaram as internações. Verificou-se que a média de internações foi inferior a mil no ano, com prevalência do sexo masculino, principalmente no HUHS - Hospital de Urgências Henrique Santillo referência para vítimas de traumas; as faixas de idades mais presentes corresponderam às fases adulta mais avançada e idosa; sendo a média de permanência inferior à apresentada nos estudos de referência, com exceção do estabelecimento de saúde de atendimento ao trauma, que teve este valor consideravelmente maior. A maioria das procedências internas foi das unidades centro cirúrgico e pronto socorro. Os motivos prevalentes foram o IAM-Infarto agudo do miocárdio, AVE-Acidente vascular encefálico e a ICC- Insuficiência cardíaca congestiva; a taxa de mortalidade de 31%, sendo as causas mais frequentes de óbito o câncer, IRPA-Insuficiência respiratória aguda, ICC - Insuficiência cardíaca congestiva e o AVE-Acidente vascular encefálico; a maior incidência de óbitos por motivos foi o câncer, PCR-Parada cardiorespiratória e a DPOC-Doença pulmonar obstrutiva crônica; e, as CSAP-Condições Sensíveis à Atenção Primária que se destacaram foram o AVE-Acidente vascular encefálico, a ICC-Insuficiência cardíaca congestiva e a PNM-Pneumonia. A população acima dos 55 anos constituiu a maioria das internações e as doenças crônicas degenerativas, muito presentes nessa faixa etária, também prevaleceram nas internações. A exposição dessa população a maior probabilidade de internações por condições evitáveis de desvio na saúde, mostra que a atenção básica deve estar atuante na promoção de saúde e prevenção das doenças de maior incidência, evidenciadas nos estudos de morbimortalidade, bem como ofertando o acompanhamento e o tratamento efetivo de acordo com a demanda existente. Quanto à capacidade instalada de leitos na Unidade de Terapia Intensiva adulta, o resultado aponta que a quantidade ofertada foi suficiente para atender à demanda. Percebe-se que a Unidade de Terapia Intensiva adulta não é um setor hospitalar destinado somente para idosos e doentes em fase de morte. A taxa de sobrevivência neste setor é alta, com possibilidade da pessoa retornar ao pleno convívio social.