EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE ANÁPOLISGOIÁS: POLÍTICAS, PROPOSTAS PEDAGÓGICAS E DISCUSSÕES SOBRE OS RESÍDUOS SÓLIDOS
Abstract
O presente estudo teve por objetivo analisar a Educação Ambiental nos anos iniciais do
Ensino Fundamental na rede municipal de ensino de Anápolis, Goiás, à luz dos fundamentos
teóricos e políticos da Educação Ambiental Crítica, evidenciando suas distinções em relação
às abordagens conservadoras, bem como seus limites, potencialidades e desafios no contexto
educacional contemporâneo, com vistas a compreender sua oferta, as políticas públicas
implementadas e a existência de práticas pedagógicas voltadas ao enfrentamento de
problemas socioambientais no ambiente escolar, como o descarte inadequado de resíduos
sólidos. Trata-se de pesquisa documental com abordagem qualitativa, utilizando da análise de
conteúdo. Os documentos oficiais consultados incluem políticas públicas, diretrizes
curriculares, projeto político pedagógico, planos de aulas, planos municipais de educação e
programas de educação ambiental. Os resultados mostram que, apesar de a Educação
Ambiental estar prevista no currículo e nas políticas públicas, sua implementação nas escolas
é fragmentada e pontual. Programas como “Tampamania” e “Semana de educação para a
vida” representam iniciativas relevantes nesse sentido, mas que carecem de continuidade e
articulação com as questões ambientais locais. Como desdobramento da pesquisa, foi
elaborada uma sequência didática fundamentada nos pressupostos da Educação Ambiental
Crítica, voltada ao tema dos resíduos sólidos, com o objetivo de promover a reflexão crítica e
a intervenção dos estudantes na realidade socioambiental local. Conclui-se que, o estudo
contribui para a reflexão sobre a Educação Ambiental, especialmente na perspectiva crítica,
no contexto de escolas municipais de Anápolis. É imprescindível que a Educação Ambiental
seja integrada de forma sistemática e contínua no currículo escolar, com uma abordagem mais
estruturada e contextualizada às necessidades e aos desafios da comunidade local. A pesquisa
aponta, ainda, que a participação ativa de alunos, professores e comunidade é essencial para a
promoção de mudanças efetivas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais
consciente e sustentável.