| dc.description.abstract | A ansiedade é frequente entre estudantes de medicina devido à sobrecarga acadêmica e ao
estresse clínico, afetando seu desempenho e bem-estar. Neste contexto, a auriculoterapia surge
como uma alternativa terapêutica eficaz. Este estudo avaliou a eficácia da técnica na redução
dos sintomas de ansiedade em 108 acadêmicos (1º ao 8º período), divididos aleatoriamente em
grupos controle e experimental. A metodologia consistiu em um ensaio experimental e
longitudinal, com oito sessões semanais utilizando agulhas semipermanentes nos pontos
Shenmen, Simpático, Subcórtex, Coração, Ansiedade e Suprarrenal. A mensuração ocorreu via
Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) em três momentos: inicial, quatro e oito semanas. Os
resultados apontaram uma redução estatisticamente significativa dos níveis de ansiedade no
grupo intervenção, com médias de BAI caindo de 19,3 ± 6,2 para 11,4 ± 4,6 (p < 0,001). Além
da queda numérica, houve melhora expressiva em sintomas específicos como incapacidade de
relaxar, nervosismo, medo do pior e palpitações cardíacas, enquanto o grupo controle manteve
escores estáveis. Tais resultados fundamentam-se na fisiopatologia da estimulação auricular,
que atua via sistema nervoso central ao ativar ramos dos nervos vago e trigêmeo. Esse estímulo
modula o sistema límbico e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, reduzindo os níveis de cortisol
e estimulando a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina. Esse
mecanismo promove o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, resultando em relaxamento
muscular e estabilidade emocional de forma rápida e cumulativa. Portanto, conclui-se que a
auriculoterapia é uma intervenção segura, de baixo custo e altamente eficaz, consolidando-se
como uma estratégia viável para mitigar os impactos psíquicos da rigorosa formação médica e
promover a saúde mental dos estudantes. | pt_BR |