| dc.description.abstract | O período pré-vestibular caracteriza-se por intensa pressão acadêmica e emocional, podendo
comprometer o bem-estar físico e mental dos estudantes. Fatores como atividade física, lazer, sono,
autoestima e ansiedade influenciam diretamente a qualidade de vida nessa fase. O objetivo desse
estudo consiste em analisar a qualidade de vida dos estudantes que estão cursando o curso pré
vestibular. Este é um estudo observacional transversal, analítico, realizado com 90 estudantes de três
cursos pré-vestibulares particulares de Anápolis-GO. Os instrumentos utilizados foram: WHOQOL
bref, para qualidade de vida; GPAQ, para atividade física; Escala das Atividades de Hábitos de Lazer
de Formiga; PSQI-BR, para qualidade do sono; Escala de Autoestima de Rosenberg; GAD-7, para
ansiedade. A pesquisa foi realizada via Google Forms, contendo o RCLE, e mediante sua autorização,
os estudantes seguiam para os questionários. Os dados foram analisados por: regressão linear, Qui
quadrado, T de Student, Anova, adotando-se p<0,05. Os resultados obtidos foram: a prática de
atividade física associou-se à melhores escores de qualidade de vida no domínio físico (p=0,006); o
lazer hedonista foi predominante (66,6%), com influência positiva nos domínios físico e meio
ambiente (p=0,018); maioria apresentou sono ruim (64,4%) ou distúrbios do sono (15,6%), sendo as
mulheres mais afetadas, e constatou-se correlação entre má qualidade do sono e menores escores de
qualidade de vida nos domínios físico (p=0,006) e relações sociais (p=0,007); alta autoestima foi
observada na maioria (71,1%) dos participantes e correlacionou-se positivamente à qualidade de vida
(p= 0,004); níveis elevados de ansiedade (GAD-7) associaram-se negativamente aos domínios físico,
psicológico e social. Os resultados evidenciam que a qualidade de vida de estudantes pré
vestibulandos é influenciada por múltiplos fatores comportamentais e psicossociais. A prática de
atividade física e o envolvimento em atividades de lazer associaram-se a melhores escores,
especialmente no domínio físico, enquanto a má qualidade do sono mostrou-se altamente prevalente
e relacionada a prejuízos nos domínios físico e de relações sociais. Observou-se ainda relação inversa
entre níveis de ansiedade e qualidade de vida, ao passo que a autoestima apresentou associação
positiva, configurando-se como fator protetor. Esses achados reforçam a necessidade de intervenções
integradas que promovam atividade física, sono adequado, manejo da ansiedade e suporte
psicossocial, visando à melhoria do bem-estar global dessa população. | pt_BR |