Perfil clínico- epidemiológico das ocorrências do serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) da regional Anápolis – Região Pirineus: uma análise retrospectiva
View/ Open
Date
2026-06-19Author
Moreira, Isabelly Cristina Haubert
Silva, Ludymilla Rodrigues
Amorim, Fabline Ribeiro
Vilela, Karolina Vitória Lóze
Faccioli, Giovanna Sacramento Sluzek
Silva, Mariana Cardoso
Metadata
Show full item recordAbstract
O atendimento pré-hospitalar móvel (APHM) é essencial para o manejo de emergências e para
a redução da morbimortalidade por agravos tempo-dependentes. No Brasil, esse serviço é
operacionalizado principalmente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU),
responsável pela triagem e encaminhamento adequado dos atendimentos. O presente estudo
visa caracterizar o perfil clínico e epidemiológico das ocorrências atendidas pelo SAMU da
regional Anápolis – Região Pirineus, no período de janeiro a dezembro de 2023, considerado
estratégico por representar a retomada das rotinas assistenciais após a pandemia da doença por
coronavírus 2019 (COVID-19). Trata-se de um estudo epidemiológico, longitudinal e
retrospectivo, com análise de dados secundários provenientes das fichas de ocorrência do
SAMU-192. Foram analisadas 17.867 ocorrências, com discreto predomínio no primeiro
semestre do ano (52,6%). Observou- se maior frequência de atendimentos em indivíduos do sexo
masculino (50,8%), sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,083), e na faixa etária
acima de 61 anos (34,7%), com diferença estatisticamente significativa entre as faixas etárias
(p < 0,0001). A maioria das ocorrências teve origem no domicílio (60,7%), com maior
concentração no período vespertino (33%) e nos finais de semana, sem diferença estatística
entre os dias (p = 0,811). As ocorrências clínicas foram as mais prevalentes (58,9%), seguidas
pelas causas externas (27%). Quanto ao destino, houve predominância de encaminhamentos
para Unidades de Pronto Atendimento (44,5%), com diferença estatisticamente significativa
entre os destinos (p < 0,0001), e a maior parte dos pacientes apresentou desfecho favorável
(93%) classificados como vivos ao final do atendimento (p < 0,0001).Os achados evidenciam
a relevância do SAMU na organização da rede de atenção às urgências, além de permitirem a
identificação de padrões epidemiológicos que podem subsidiar o planejamento estratégico, a
qualificação das equipes e a otimização dos recursos, contribuindo para a melhoria da
assistência e redução de desfechos adversos.