| dc.description.abstract | O transplante de células-tronco hematopoéticas é uma estratégia terapêutica utilizada no
tratamento de disfunções da medula óssea e tecidos linfóides. Entretanto, apresenta elevada
morbimortalidade, principalmente devido ao condicionamento imunossupressor que aumenta o
risco de infecções oportunistas. Identificar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes
submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas entre 2019 e 2022, em um hospital
de referência em oncologia no Estado de Goiás. Estudo epidemiológico, observacional e
analítico, do tipo coorte retrospectiva, realizado a partir da análise de prontuários de pacientes
submetidos ao transplante de medula óssea no Hospital Araújo Jorge, em Goiânia (GO), entre
2019 e 2022. Utilizou-se o Teste G para associação entre variáveis categóricas, com nível de
significância de 5%, e a sobrevida foi analisada pelo método de Kaplan-Meier. Foram
analisados 147 pacientes, com predomínio do sexo masculino (60,5%), idade entre 51 e 60 anos
(34,7%) e etnia parda (51,0%). Observou-se maior frequência de transplante autólogo (77,5%),
mieloma múltiplo como principal doença de base (46,3%) e utilização de sangue periférico
como fonte de células-tronco (91,1%). Houve associação significativa entre mortalidade e sexo
masculino (p = 0,048), doença de base (p = 0,0001), tempo de internação (p = 0,009) e
readmissão hospitalar (p = 0,001). A sobrevida global em 100 dias foi de 92,5%, sendo maior
entre pacientes submetidos ao transplante autólogo (95,6%) em comparação aos alogênicos
(81,8%) (p = 0,008). Os achados contribuem para o planejamento da assistência e para o
aprimoramento das estratégias terapêuticas, favorecendo melhores desfechos clínicos em
pacientes submetidos ao TCTH. | pt_BR |