Elegibilidade para cuidados paliativos nos pacientes com doença renal crônica terminal em hemodiálise: análise de fatores clínicos e funcionais em centro especializado de nefrologia, Goiânia – GO
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Date
2026-06-19Author
Andrei, Amanda Marques Faria
Pereira, Davi
Tanaka, Ilana Rodrigues
Carvalho, Leandro Cezar de Brito
Assis, Rafaella de Magalhães
Benício, Sophia Duarte
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Inicialmente voltados ao manejo da dor em pacientes com câncer em fase terminal, os cuidados
paliativos evoluíram, desde 1967, para um modelo centrado na qualidade de vida e no bem-estar físico,
psicológico e social. Apesar desse avanço conceitual, sua aplicação prática ainda é limitada em diversos
contextos clínicos. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência de pacientes com Supportive
and Palliative Care Indicators Tool – Brazilian version (SPICT-BR) positivo entre portadores de doença
renal crônica terminal em uma clínica de hemodiálise em Goiânia-GO. Trata-se de um estudo analítico
transversal, realizado na clínica TRS – Nefrologia e Hemodiálise, com 107 pacientes maiores de 18
anos, de ambos os sexos, em tratamento entre agosto e outubro de 2025. Foram excluídos indivíduos
sem capacidade cognitiva para compreensão e assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido. A coleta de dados ocorreu ao longo de três meses, por meio de prontuários e aplicação do
SPICT-BR. Observou-se predomínio do sexo masculino e alta prevalência de hipertensão arterial e
diabetes mellitus. O instrumento classificou 56 pacientes como elegíveis aos cuidados paliativos, sem
diferenças clínicas relevantes entre os grupos. Dos 107 pacientes, 79 relataram declínio funcional após
o início da hemodiálise. Entre esses, 30 foram elegíveis aos cuidados paliativos, segundo o SPICT-BR.
Além disso, observou-se baixo conhecimento sobre cuidados paliativos, predominando a associação à
terminalidade entre os que afirmaram conhecê-los. Concluiu-se que houve elevada prevalência de
elegibilidade para cuidados paliativos, associada a declínio funcional, bem como importante
desconhecimento sobre o tema, reforçando a necessidade de maior integração dessa abordagem na
prática clínica e de estratégias educativas.