| dc.description.abstract | A qualidade muscular envolve componentes como força, resistência, potência e composição
muscular, todos fundamentais para a funcionalidade do idoso. Com o avanço da idade, é
esperado que esses elementos diminuam, o que pode comprometer a autonomia e o desempenho
nas atividades diárias. A prática regular de exercícios físicos desempenha papel essencial na
preservação dessa qualidade, embora a adesão a tais atividades tenda a diminuir entre a
população idosa. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo avaliar se a prática
regular de exercício físico interfere na qualidade muscular de idosos, considerando parâmetros
como força, resistência e composição corporal. A pesquisa, de caráter transversal e analítico,
foi realizada com idosos participantes da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (UniAPI) e do
Centro de Convivência de Idosos (CCI) de Anápolis-GO. A amostra foi definida por cálculo
amostral e incluiu 160 indivíduos, que responderam a dois questionários e realizaram três testes
físicos. Esses instrumentos possibilitaram avaliar nível de atividade física, qualidade de vida,
desempenho muscular e composição corporal, permitindo a análise da possível relação entre
exercício físico e qualidade muscular. Os resultados mostraram predominância de mulheres
(86,9%) e faixa etária média entre 70 e 79 anos (43,1%). A maior parte dos participantes
apresentou IMC compatível com sobrepeso ou obesidade (70%), além de percentual de gordura
acima do ideal. Apesar disso, a força de preensão palmar e o desempenho no teste de sentar e
levantar ficaram dentro da normalidade para a maioria. Não houve diferenças estatisticamente
significativas entre idosos ativos e sedentários nos parâmetros avaliados, incluindo força,
composição corporal, desempenho funcional e os domínios do WHOQOL-OLD. Portanto,
mesmo sem diferenças estatísticas, os achados reforçam que a atividade física contribui para a
manutenção da funcionalidade e destacam a importância de intervenções estruturadas e
supervisionadas. Tais ações são essenciais para promover um envelhecimento mais saudável,
autônomo e com melhor qualidade de vida. | pt_BR |