| dc.description.abstract | A utilização de sensores inerciais é uma inovação que permite a avaliação da mobilidade,
função e marcha de pacientes submetidos à artroplastia unilateral total de joelho para
tratamento
de osteoartrite avançada. Esta revisão sistemática (PROSPERO:
CRD420251002284), conduzida conforme PRISMA, caracterizou o uso de sensores inerciais
(IMUs) na avaliação da mobilidade, função e marcha em pacientes submetidos à artroplastia
total do joelho (ATJ) unilateral por osteoartrite avançada. Realizaram-se buscas em PubMed,
Embase, Web of Science e Scopus, sem restrição de data ou idioma. Dois revisores
independentes selecionaram títulos/resumos e textos completos; o risco de viés foi avaliado
pela versão adaptada (10 itens) de Downs & Black. Vinte e um estudos transversais foram
incluídos, totalizando 758 pacientes pós-ATJ e aproximadamente 210 controles saudáveis. Os
estudos utilizaram de 1 a 15 sensores, com posicionamento frequente em região lombar/pelve,
e protocolos heterogêneos (caminhadas de 6–40 m, esteira, circuitos e monitoramento em
ambiente real/free-living). Os desfechos mais reportados foram parâmetros espaciotemporais
(velocidade, cadência, comprimento do passo, tempos/fases) e cinemáticos (principalmente
ângulos de joelho e movimentos de pelve/tronco). Em estudos que compararam IMUs à
captura óptica de movimento (padrão-ouro), foram relatados erros angulares <5° para ângulos
do joelho; para muitos parâmetros espaciotemporais, a confiabilidade tipicamente excedeu
ICC>0,85. Não foram identificados estudos que estratificassem resultados por desenho/tipo de
implante. Conclui-se que IMUs são ferramentas válidas e versáteis para avaliação funcional
pós-ATJ, porém a heterogeneidade metodológica limita comparações diretas; a padronização
de protocolos e estudos sobre impacto do desenho protético são prioridades. | pt_BR |