| dc.description.abstract | Esta dissertação analisa o deslocamento ativo a pé ou de bicicleta como estratégia de
promoção da saúde em crianças e adolescentes no deslocamento para a escola,
estruturando-se em dois estudos complementares sob o modelo escandinavo. O
objetivo geral foi avaliar os impactos dessa prática nos níveis de atividade física,
indicadores de saúde e bem-estar do público escolar. O Estudo 1 consistiu em uma
revisão sistemática da literatura (2016-2025) nas bases PubMed, seguindo as
diretrizes PRISMA. Os resultados de 13 estudos incluídos indicam que o transporte
ativo está consistentemente associado a maiores níveis de atividade física moderada
a vigorosa (AFMV) e melhorias na aptidão cardiorrespiratória. Identificou-se que a
adoção dessa prática é multicausal, influenciada por fatores individuais (autoeficácia),
familiares (percepção de segurança dos pais) e ambientais (distância casa-escola e
infraestrutura urbana). O Estudo 2 configurou-se como um estudo piloto observacional
com 20 adolescentes (14-17 anos) em Anápolis-GO. Os participantes foram divididos
entre o Grupo de Modais Ativos (GMA) e o Grupo de Modais Não Ativos (GMnA).
Embora não tenham sido observadas diferenças estatisticamente significativas na
composição corporal (IMC e gordura), o grupo ativo apresentou uma tendência a
valores menores. O principal achado foi no bem-estar subjetivo: o grupo GMA
apresentou níveis significativamente maiores de afeto positivo e satisfação com a vida,
além de menor afeto negativo em comparação ao grupo passivo. Conclui-se que o
deslocamento ativo é uma ferramenta eficaz para combater o sedentarismo e
promover a saúde mental. Contudo, sua consolidação como hábito depende de
intervenções intersetoriais que garantam rotas seguras e infraestrutura adequada,
superando a barreira da distância e a insegurança parental. | pt_BR |