| dc.description.abstract | Introdução: O cloreto de benzalcônio (benzalkonium chloride – BAK) é um conservante
amplamente empregado em formulações oftálmicas devido à sua eficácia antimicrobiana.
Contudo, o uso prolongado de BAK tem sido associado a efeitos tóxicos na superfície ocular,
como irritação, inflamação e exacerbação de condições crônicas como glaucoma e síndrome
do olho seco, motivando a busca por alternativas mais seguras. Objetivos: Analisar, por meio
de uma revisão narrativa da literatura, a toxicidade do BAK em formulações oftálmicas, seus
impactos e a exploração de alternativas seguras com ou sem conservantes. Além disso,
descrever os efeitos tóxicos do BAK, investigar alternativas de conservantes, comparar
estratégias e propor um fluxograma para a substituição do BAK. Metodologia: Foi conduzida
uma revisão narrativa, cujos critérios de inclusão foram: estudos internacionais, publicados
entre 2020 e 2024, com tema formulações oftálmicas. A busca foi realizada na base de dados
Web of Science empregando a combinação com os termos "benzalkonium", "eye drops" e
"formulation". Como critério de exclusão, foram descartados os estudos não disponíveis
gratuitamente. Resultados: Foram selecionadas e analisadas criticamente 26 publicações
científicas que abordam a toxicidade ocular do BAK, a eficácia terapêutica, a segurança e a
adesão ao tratamento. Os achados demonstraram consistentemente os efeitos prejudiciais do
BAK e a superioridade de formulações sem conservantes ou com alternativas mais seguras,
como sistemas de gelificação in situ, hidrogéis mucoadesivos, unidoses estéreis sem
conservantes e nanotecnologias para liberação sustentada, promovendo maior
biocompatibilidade, menor incidência de efeitos adversos e manutenção da eficácia
terapêutica. Conclusão: A busca por alternativas ao BAK envolve desafios relevantes, pois
as estratégias farmacotécnicas devem assegurar eficácia, estabilidade e compatibilidade
físico-química com o olho, enquanto o setor analítico deve desenvolver métodos sensíveis,
precisos e padronizados para avaliar segurança e desempenho. Nesse cenário, destaca-se a
prioridade no desenvolvimento de formulações oftálmicas seguras e biocompatíveis,
evidenciando a tendência de substituir o BAK por excipientes menos nocivos ou mesmo
eliminar conservantes, visando terapias oftálmicas mais seguras, eficazes e sustentáveis. | pt_BR |