| dc.description.abstract | O envelhecimento está associado a alterações neuromusculares, redução da
capacidade funcional e aumento do risco de quedas, comprometendo a
autonomia e a qualidade de vida dos idosos. O treinamento de força tem sido
amplamente recomendado como estratégia não farmacológica para minimizar
esses efeitos; contudo, ainda existem lacunas quanto à otimização das variáveis
de treinamento, especialmente no que se refere ao componente neural. Nesse
contexto, a pré-ativação motora antagonista surge como uma abordagem
potencial para melhorar a eficiência neuromuscular e o desempenho funcional.
O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento de
força associado à pré-ativação motora antagonista sobre adaptações
neuromusculares, funcionais e cardiorrespiratórias em idosos não
institucionalizados. Trata-se de um estudo observacional prospectivo, com
delineamento longitudinal de 12 semanas, realizado entre março e outubro de
2024, com 102 participantes com idade igual ou superior a 60 anos, recrutados
na comunidade das cidades de Ceres e Rialma, Goiás. Os participantes foram
organizados em três grupos: treinamento de força convencional (TF1),
treinamento de força com pré-ativação motora (TF2) e grupo controle. Foram
avaliadas variáveis de força muscular (1RM e preensão manual), desempenho
funcional (teste de sentar e levantar, Timed Up and Go e caminhada de seis
minutos), composição corporal e capacidade cardiorrespiratória (VO₂máx
estimado). Os dados foram analisados por meio de modelos estatísticos
apropriados ao delineamento longitudinal, considerando efeitos de grupo, tempo
e interação. Os resultados demonstraram que ambos os protocolos de
treinamento promoveram melhorias significativas na força muscular, no
desempenho funcional e na capacidade cardiorrespiratória. O grupo TF2
apresentou maior redução do percentual de gordura, maior ganho de força
dinâmica e melhor desempenho no teste de sentar e levantar, enquanto o grupo
TF1 apresentou tendência a maiores ganhos na capacidade cardiorrespiratória.
Observou-se comportamento distinto no teste de mobilidade (TUG), no qual o
grupo TF2 apresentou piora relativa na agilidade. Conclui-se que o treinamento
de força é eficaz na promoção de adaptações fisiológicas relevantes em idosos,
com efeitos sistêmicos sobre diferentes componentes da funcionalidade, e que
a pré-ativação motora antagonista representa uma estratégia promissora para
potencializar adaptações neuromusculares e funcionais, embora seus efeitos
não sejam uniformes entre todos os desfechos. | pt_BR |