| dc.description.abstract | A Síndrome de Burnout vem ganhando destaque como uma das principais formas de
adoecimento relacionadas ao trabalho, especialmente em ambientes onde a pressão, a sobrecarga
e a falta de apoio acabam se tornando parte da rotina. Caracterizada por exaustão física e
emocional, distanciamento afetivo e queda no sentimento de realização profissional, a síndrome
compromete profundamente a vida do trabalhador. Este estudo teve como propósito
compreender como esse esgotamento se manifesta no cotidiano e de que maneira as condições de
trabalho influenciam o bem-estar mental. Para isso, adotou-se uma abordagem qualitativa, com
caráter exploratório e descritivo, apoiada em revisão bibliográfica e na aplicação de um
questionário a trabalhadores de diferentes áreas. O referencial teórico reúne reflexões sobre
trabalho, sofrimento psíquico e riscos psicossociais, dialogando com autores que estudam a
relação entre organização do trabalho e saúde mental. As respostas coletadas revelam que fatores
como excesso de demandas, metas difíceis de alcançar, falta de reconhecimento, pouca
autonomia e ambientes desgastantes contribuem diretamente para o surgimento do burnout,
afetando não apenas o desempenho, mas também as relações sociais e a qualidade de vida.
Observou-se ainda que iniciativas voltadas à prevenção como práticas de gestão mais humanas,
apoio emocional, espaços de escuta e políticas alinhadas às normas de saúde e segurança têm
papel fundamental para reduzir o adoecimento. De modo geral, conclui-se que a prevenção da
síndrome exige cuidado contínuo e um compromisso coletivo para tornar o ambiente de trabalho
mais saudável e acolhedor. | pt_BR |