Burnout em Trabalhadores da Saúde: Impactos, Prevenção e Tratamento
Date
2026Author
Vitorino, Ana Carolina Piloni
Cardoso, Nicole Gonçalves Camargo
Araújo, Jéssica B.
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O presente trabalho analisa a síndrome de Burnout em profissionais da saúde, considerando o contexto histórico, político e organizacional que molda as relações laborais contemporâneas. Parte do princípio do entendimento de que o trabalho, embora seja fonte de sentido e identidade, tem sido marcado por transformações profundas que intensificam a precarização, a responsabilidade individualizada e o desgaste emocional, especialmente após as mudanças tecnológicas, neoliberais e digitais. No campo da saúde, esses processos se tornam ainda mais críticos, dada a sobrecarga, a escassez de recursos, a exposição contínua ao sofrimento e a fragilidade das condições institucionais de apoio. A pesquisa, de caráter bibliográfico e documental, com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, analisou artigos científicos, documentos oficiais e obras clássicas da psicodinâmica e sociologia do trabalho, sem delimitação temporal rígida, priorizando estudos entre 2015 e 2025. Para tratamento dos dados, utilizou-se análise de conteúdo, permitindo a identificação de categorias centrais relacionadas ao desgaste laboral, as condições organizacionais e as repercussões subjetivas da atividade. Os resultados apontam que o Burnout é um fenômeno coletivo e estrutural, vinculado a forma como o trabalho é organizado, reconhecido e distribuído, impactando diretamente a saúde dos profissionais e a qualidade do cuidado ao paciente. Conclui-se que estratégias de prevenção e intervenção devem integrar ações institucionais, políticas públicas e suporte psicológico contínuo, reconhecendo o trabalhador da saúde como sujeito que necessita de condições dignas , estabilidade e valorização.