Normalização e Patologização: o Papel das Redes Sociais na Construção da Saúde Mental
Date
2026Author
Costa, Isadora Siqueira
Silva, Sabrynna Morais da
Usevícius, André Álvares
Metadata
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O estudo investigou a influência das redes sociais na construção do discurso sobre saúde mental e sua relação com a patologização do sofrimento psíquico. Por meio de revisão teórica, buscou-se compreender como os conteúdos digitais têm contribuído simultaneamente para a democratização da informação e para a disseminação de diagnósticos sem respaldo clínico. Os resultados apontam que as redes sociais atuam de forma ambígua: promovem acolhimento e visibilidade ao sofrimento, mas também intensificam o autodiagnóstico e a romantização de transtornos. Observou-se que o diagnóstico é frequentemente utilizado como meio de justificar a dor e a inadequação, tornando-se um marcador identitário. Conclui-se que compreender esse fenômeno é essencial para repensar práticas de cuidado e refletir criticamente sobre os efeitos socioculturais e subjetivos das mídias digitais na constituição da saúde mental contemporânea.