Automedicação com psicofármacos em alunos de cursinhos preparatórios para o ENEM em Goiânia-GO
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Date
2025-12-11Author
Morais, Maria Eduarda Campos Romano Palhares
Costa, Arthur Damaceno Camargo
Dirceu, Guilherme Mohn
Mizuno, João Tsuyoshi Telles
Camelo, Lucas Fernando Costa
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A automedicação consiste no uso de medicamentos sem prescrição ou acompanhamento profissional, prática que pode trazer diversos riscos à saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência da automedicação com psicofármacos entre alunos de cursinhos preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em Goiânia-GO. Trata-se de um estudo transversal descritivo, com aplicação de um questionário online a 94 estudantes de um cursinho privado (nos formatos presencial e online). Os dados mostraram que 51,1% (48/94) dos alunos relataram o uso de psicofármacos sem prescrição médica. As classes mais utilizadas foram os ansiolíticos com 52,2% (36/69) e os psicoestimulantes com 39,1% (27/69), sendo a ansiedade a condição mais frequentemente relatada. A maioria dos participantes, representado por 73,4% (69/94) pretendia ingressar no curso de Medicina. Constatou-se que, apesar de 73,4% (69/94) dos estudantes afirmarem ter conhecimento sobre os riscos da automedicação, o uso indiscriminado persiste em 51,1% (48/94) dos estudantes. Os principais efeitos colaterais relatados foram taquicardia em 14,9% (14/94), além de náuseas e perda de apetite. Conclui-se que a automedicação com psicofármacos é um problema preocupante entre estudantes pré-universitários, revelando a necessidade de ações educativas e políticas públicas voltadas à promoção do uso racional de medicamentos para esse público-alvo.