Inclusão do mapeamento genético na estratégia terapêutica de pacientes com câncer de mama em Goiás
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Date
2025-12-11Author
Lima, Amanda Vitória de Oliveira
Gamboa, Isadora Alves
Bordigoni, João Victor Martins
Souza, Pedro Henrique Paulino Pereira de
Saraiva, Ysabelle de Oliveira
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As mutações genômicas apresentam papel central na gênese do câncer de mama, e a incorporação do mapeamento genético ao manejo clínico pode aprimorar o diagnóstico e viabilizar terapêutica personalizada. Este estudo observacional, transversal, exploratório e de base populacional avaliou a inclusão do mapeamento genético na estratégia terapêutica de pacientes com câncer de mama em Goiás. Foram recrutado239 adultos residentes no estado, por amostragem de conveniência obtida via redes sociais e comunicação direta. Os dados foram coletados por questionário online, tabulados em Excel e analisados no SPSS com estatística descritiva, qui-quadrado e teste exato de Fisher (α=0,05). Quanto ao perfil sociodemográfico, 80,7% dos participantes foram do sexo feminino, 84,1% tinham entre 18 e 50 anos e 93,7% relataram renda familiar acima de um salário mínimo. A adesão ao mapeamento genético foi relatada por 74,8% dos participantes, 22,1% indicaram “talvez” e apenas 3,1% recusaram-se. A escolaridade mostrou forte associação com a disposição para o exame: entre mulheres com mais de 12 anos de estudo, 124 (82,7%) afirmaram que fariam o teste, contra 26 (17,3%) com até 12 anos (p=0,008); e entre homens, 25 (86,2%) com >12 anos versus 4 (13,8%) com ≤12 anos (p<0,001). Observou-se ainda que renda mais baixa se associou a maior hesitação, especialmente entre os homens (p=0,01). Sobre o aconselhamento genético, mais de 88% concordaram com benefícios como entendimento dos riscos familiares, auxílio em decisões de vida e alívio de ansiedades, embora 86,7% expressaram preocupação com custos e 93,8% demandaram informações adicionais sobre acesso ao serviço. Barreiras práticas (como falta de tempo, crenças religiosas ou fatalismo) foram minimamente relatadas (<33%). Estes achados evidenciam boa receptividade ao mapeamento genético em Goiás, mas apontam barreiras socioeconômicas e informacionais à adesão plena. Ressalta-se a importância da gratuidade prevista pela Lei nº 20.707/2020 e de estratégias educativas e de comunicação para ampliar o acesso equitativo aos testes genéticos na região.