Perfil da vacinação contra o HPV e do diagnóstico de câncer de colo do útero no estado de Goiás entre os anos de 2014 e 2022
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Date
2025-12-11Author
Souza, João Pedro Mendes de
Gomes, Natállia Gabriela Silva
Silva, Ariadne Cruvinel
Carvalho, Bruna Marra de
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O câncer de colo uterino (CCU) é causado por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano
(HPV) e é o terceiro tipo de neoplasia mais comum entre mulheres no Brasil. A alta
infectividade do HPV e seus potenciais danos exigem políticas públicas de prevenção, como a
vacinação e o exame Papanicolau. Desde 2014, as vacinas quadrivalente, bivalente e
nonavalente têm sido utilizadas para reduzir casos de CCU. Nesse contexto, o objetivo deste
estudo foi avaliar a vacinação contra o HPV ao longo de oito anos em Goiás frente ao número
de casos diagnosticados de CCU. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo, descritivo, de
abordagem quantitativa, realizado com dados secundários do DATASUS sobre vacinação (9
14 anos) e diagnósticos de CCU (25-64 anos) em Goiás e Anápolis, entre 2014 e 2022. Para a
extração e análise dos dados, utilizou-se o TABNET e TABWIN. O estudo buscou compreender
a influência da vacinação na incidência de CCU ao longo do período. Os resultados mostraram
que a maior taxa de vacinação ocorreu entre 2014 e 2015, coincidindo com percentuais mais
baixos de diagnósticos de CCU. A partir de 2016, observou-se queda progressiva na vacinação
(7% em Goiás e 6,4% em Anápolis) e aumento ou estabilidade nos casos de CCU (11,4% em
Goiás e 10,8% em Anápolis), sugerindo associação inversa entre imunização e incidência da
doença. Houve associação significativa entre imunização e incidência de CCU (p<0,0001),
evidenciando que maior adesão à vacinação coincidiu com redução nos diagnósticos. Apesar
de limitações na coleta de dados, os resultados reforçam a importância da imunização e de
estratégias regionais eficazes. Conclui-se que fortalecer políticas públicas de vacinação e
estimular a adesão populacional são fundamentais para reduzir a incidência do câncer de colo
uterino, destacando a imunização como estratégia efetiva de prevenção.