INSETICIDA QUÍMICO E BIOLÓGICO NO CONTROLE DE LAGARTA-DO-CARTUCHO NA CULTURA DO MILHO DOCE
View/ Open
Date
2025-11Author
Inácio, Maria Eduarda Coloca
Melo Júnior, Sérgio Sanches de
Metadata
Show full item recordAbstract
O milho doce (Zea mays saccharata) é uma cultura de relevância econômica e alimentar,
amplamente utilizada pela indústria de alimentos devido ao seu elevado teor de açúcares. Entre
os principais fatores que afetam sua produtividade está a lagarta-do-cartucho (Spodoptera
frugiperda), praga de grande importância agrícola. Este trabalho teve como objetivo avaliar a
eficácia do controle químico e biológico da lagarta do cartucho na cultura do milho doce. O
experimento foi conduzido na Fazenda Água Fria, em Anápolis-GO. Utilizou-se a variedade de
milho doce GSS2576, suscetível à S. frugiperda, cultivada em espaçamento de 0,70 m entre
linhas e população de 71.428 plantas ha⁻¹. O delineamento experimental adotado foi em blocos
casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições: (T1) testemunha sem aplicação; (T2)
Clorantraniliprole; (T3) Bacillus thuringiensis ; (T4) Clorantraniliprole + B. thuringiensis ; (T5)
Clorantraniliprole em duas dose; e (T6) B. thuringiensis em duas dose. As aplicações foram
realizadas com 35 dias após a emergência (DAE). As avaliações do nível de infestação e dos
danos foliares foram realizadas com base na Escala de Davis (0–9), em 10 plantas por parcela,
antes e seis dias após aplicação. Na primeira avaliação não houve diferença significativa entre
os tratamentos, enquanto na segunda, o T5 apresentou o melhor controle da praga, seguido de
T2, T4 e T6. O controle químico proporcionou maior eficácia imediata, e o biológico, isolado
ou associado, mostrou potencial sustentável de uso. Conclui-se que o Clorantraniliprole, isolado
ou combinado com B. thuringiensis, foi eficiente no controle da lagarta-do-cartucho. A
integração de métodos químicos e biológicos representa alternativa sustentável para o manejo
de S. frugiperda no milho doce.